Explorador do Paradoxo do Aniversário

probabilidade de aniversário coincidente em função do tamanho do grupo

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o paradoxo está nos pares, não nas pessoas 🖖

O paradoxo desfaz-se assim que se deixa de contar pessoas e se passa a contar pares. Com 23 pessoas há apenas 23 aniversários a comparar, mas existem C(23,2) = 253 pares distintos, cada um dos quais pode gerar uma coincidência — e basta que aconteça uma vez. A intuição humana fixa-se em «quantas pessoas são como eu», que cresce linearmente, enquanto a grandeza que realmente importa, o número de comparações entre pares, cresce de forma quadrática segundo n(n−1)/2. É por isso que a curva de probabilidade dispara tão cedo: a partir de n=23 já se ultrapassam os 50%, e com n=57 já é mais de 99%, porque se está a dar ao problema cerca de n² oportunidades de coincidência.

por que calculamos o contrário 🖖

Em vez de rastrear cada forma pela qual uma coincidência poderia surgir, a ferramenta faz a pergunta inversa, bem mais simples: qual é a probabilidade de todos os aniversários serem diferentes? Adicione pessoas uma a uma — a segunda precisa evitar 1 dia ocupado (364/365), a terceira 2, e assim por diante —, multiplique essas frações decrescentes e subtraia o resultado de 100%. A conclusão: com 23 pessoas, a probabilidade de 'todos diferentes' finalmente cai abaixo da metade, e é exatamente por isso que 23 é o ponto de virada.

a mesma matemática quebra a criptografia 🖖

A mesma lógica governa silenciosamente a segurança digital. Para quebrar uma função hash, um atacante raramente precisa de um alvo específico: bastam duas entradas quaisquer que produzam a mesma saída, que é justamente o problema de 'qualquer par'. Assim, um hash com N saídas possíveis cai diante de um ataque de aniversário após cerca de √N tentativas, e não N. Por isso um hash de 256 bits oferece apenas cerca de 128 bits de resistência a colisões, e os projetistas precisam dobrar o comprimento.

Problemas de exemplo

  • escritório n=10 - n=10 -> 11.7% de chance - parece seguro, mas já são 45 pares sendo comparados
  • turma n=23 - n=23 -> 50.7% de chance - o famoso ponto de virada: mais provável do que não
  • sala n=30 - n=30 -> 70.6% de chance - aproximadamente 2 em 3 para uma sala de aula típica
  • auditório n=57 - n=57 -> 99.0% de chance - quase certeza com apenas 57 pessoas