Problema resolvido na íntegra
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Equilíbrio de Lotka-Volterra com α = 1,1 e as médias medidas 6 passos
Lotka–Volterra com α = 1,1, β = 0,4, δ = 0,1, γ = 0,4. Encontre o equilíbrio, prove que as médias a longo prazo são exatamente iguais a este e, depois, explique por que razão as médias medidas pelo painel não o são.
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Duas equações acopladas, em que cada termo é uma taxa de encontro ou uma taxa de natalidade e mortalidade. O produto xy é a única não-linearidade, e representa apenas "com que frequência se encontram".
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Iguale ambas as derivadas a zero. Cada equação determina o equilíbrio da outra espécie, o que é o primeiro sinal de que este sistema não se vai comportar como duas populações independentes.
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Agora, o resultado exato da média. Divida a equação das presas por x e integre ao longo de um período completo — o lado esquerdo é a variação de ln x e, numa órbita fechada, esse valor é zero.
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Reordenando os termos obtém-se a média temporal, e nada sobre a dimensão da órbita sobrevive à álgebra. Uma população a oscilar entre 1 e 40 tem a mesma média que uma que quase não se move.
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O período resulta da linearização no ponto fixo. A jacobiana tem zeros na diagonal e um produto negativo fora dela, pelo que os valores próprios são puramente imaginários — os ciclos nem crescem nem decrescem.
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Por fim, o termo de captura. Este desloca α e γ em direções opostas, e as médias decorrem imediatamente do passo 4 sem ser necessário resolver nada.
Resposta
As médias são exatamente 4,00 e 2,75, e o painel regista 3,86 e 3,16 porque 50 unidades de tempo correspondem a 5,28 ciclos, e não a 5. Calcular a média de uma onda ao longo de uma fração de um período produz a fração, não a média. O que torna este resultado exato valioso é o facto de ser válido para qualquer órbita, por mais violenta que seja — a amplitude cancela-se no integral. E tem uma consequência que ninguém espera. Se capturar ambas as espécies à mesma taxa ε, as médias tornam-se (γ+ε)/δ e (α−ε)/β: matar predadores e presas indiscriminadamente aumenta a população média de presas e reduz a de predadores. Volterra deduziu precisamente isso em 1926 para explicar um enigma nos desembarques de pesca no Adriático de Umberto D’Ancona: a proporção de peixes predadores na captura aumentou durante a Primeira Guerra Mundial, quando a pesca tinha praticamente parado. Pulverize um campo com um inseticida de largo espetro e o modelo prevê mais pragas, e não menos.
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Percurso de aprendizagem
Crescimento limitado
Referências (1)
- Insight block 3 — the Adriatic catches, and the principle drawn from them: V. Volterra, "Fluctuations in the Abundance of a Species considered Mathematically." Nature 118, 558–560, 1926.