| A derivada parcial | |
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| O declive na direção de u | |
| O plano tangente | |
| O teste das segundas derivadas, num ponto onde ∇f = 0 (D < 0: ponto de sela) |
Lição
A teoria — As derivadas parciais e o gradiente
Uma derivada parcial de f(x, y) obtém-se derivando em relação a uma variável e mantendo a outra constante: fx é o declive da superfície ao caminhar na direção de x; fy, ao caminhar na direção de y.
O que significa cada símbolo
∇f- o gradiente, o vetor (f_x, f_y)
θ- o ângulo da direção, em graus a partir de este
D- o discriminante f_xx f_yy − f_xy²
De onde vem a fórmula
- Mantém uma variável constante. Para calcular fx, considera y constante e deriva como habitualmente; para fy, faz o inverso.
- O gradiente. As duas derivadas parciais formam um vetor, ∇f. A seta colorida no mapa representa-o: aponta no sentido da subida mais íngreme e a sua norma é o declive máximo.
- Qualquer outra direção. O declive numa direção de ângulo θ é o produto escalar do gradiente pelo vetor unitário dessa direção. Equivale ao declive máximo multiplicado pelo cosseno do ângulo entre as duas direções e é 0 na direção tangente à curva de nível.
- O plano tangente. Perto de um ponto, a superfície aproxima-se de um plano cujos declives são as duas derivadas parciais. É a versão, para duas variáveis, da reta tangente da página sobre derivadas.
- Quando as duas derivadas parciais são 0. O ponto é crítico e a classificação depende do discriminante D: se D > 0 e fxx > 0, há um mínimo; se D > 0 e fxx < 0, há um máximo; se D < 0, há um ponto de sela. Para D = 0, o teste é inconclusivo.
Problemas resolvidos na íntegra
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Derivadas parciais de primeira e segunda ordem 4 passos
Para f(x, y) = x³y² − 2xy + y³, calcula fx, fy e as três derivadas parciais de segunda ordem em (1, 2), e verifica que as duas derivadas mistas coincidem.
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Para calcular fx, considera y constante; para calcular fy, considera x constante:
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Em (1, 2):
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Deriva novamente. A derivada parcial mista pode calcular-se por qualquer das ordens de derivação:
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Em (1, 2):
Resposta
fx = 8, fy = 14, fxx = 24, fyy = 14 e fxy = fyx = 10. As duas derivadas mistas coincidem onde são contínuas, pelo teorema de Schwarz, também frequentemente atribuído a Clairaut. Qualquer polinómio satisfaz esta condição.
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Declive numa direção e declive máximo 4 passos
Para f(x, y) = x²y + y³, calcula a taxa de variação em (2, 1) na direção do vetor (3, 4), bem como a taxa de variação máxima nesse ponto e a respetiva direção.
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Começa pelo gradiente:
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A direção tem de ser representada por um vetor unitário. Como (3, 4) tem norma 5:
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A derivada direcional é o produto escalar:
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A taxa de variação máxima é a norma do gradiente e ocorre na direção e no sentido do próprio gradiente:
Resposta
8 na direção de (3, 4); o máximo é √65 = 8,062, na direção de 60,3°. Esquecer a divisão de (3, 4) pela sua norma dá 40, um resultado cinco vezes maior do que o correto. É o erro mais frequente neste exercício.
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Plano tangente e aproximação 3 passos
Determina o plano tangente a z = √(x² + y²) em (3, 4) e usa-o para obter um valor aproximado de √(3,02² + 3,97²).
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Em (3, 4), a altura é 5. As derivadas parciais são x/√(x² + y²) e y/√(x² + y²):
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O plano tangente constrói-se com a altura e os dois declives:
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Em (3,02; 3,97):
Resposta
O plano tangente é z = 0,6x + 0,8y e dá 4,988, face ao valor real de 4,988116. Perto de (3, 4), a superfície é quase plana e o plano acompanha-a de perto, tal como a reta tangente acompanhava a curva na página sobre derivadas.
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Pontos críticos e teste das segundas derivadas 3 passos
Determina e classifica os pontos críticos de f(x, y) = x³ + y³ − 3xy.
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Iguala as duas derivadas parciais a 0:
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Da primeira equação obténs y = x². Substituindo na segunda, resulta x⁴ = x, pelo que x = 0 ou x = 1:
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As derivadas parciais de segunda ordem são fxx = 6x, fyy = 6y e fxy = −3. Aplica o teste a cada ponto:
Resposta
(0, 0) é um ponto de sela e (1, 1) é um mínimo local, com f(1, 1) = −1. A superfície atinge valores inferiores: ao longo da reta y = x, temos f = 2x³ − 3x², que decresce sem limite quando x → −∞.
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Declive de uma encosta que sobe 3 metros para este e 4 para norte 6 passos
Numa encosta, o terreno sobe 3 metros por cada 100 percorridos para este e 4 metros por cada 100 percorridos para norte. Qual é o declive máximo da encosta, em que direção desce e que direção deve seguir uma estrada para subir com metade desse declive?
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As duas medições são as derivadas parciais. É mais fácil lê-las como 3 e 4 por cada cem do que como 0,03 e 0,04, e o cálculo é o mesmo.
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O declive máximo é a norma do gradiente. Para o obter, aplica-se o teorema de Pitágoras aos declives medidos: 3 e 4 dão 5. É esse o maior declive que se sente ao caminhar.
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A direção é dada por atan2(4, 3), ou seja, 53,1° a partir de este. A descida faz-se no sentido oposto, a 233,1°. Nenhuma das medições foi feita nestas direções.
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Para uma estrada com declive de 2,5 por cada cem, usa a identidade no sentido inverso. Numa direção que faz um ângulo θ com a direção de maior declive, o declive é 5 cos θ. Logo, cos θ = 2,5/5 e θ = 60°.
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É preciso um desvio de 60°. A 45°, a estrada ainda subiria 3,54 por cada cem, ou seja, 71% do declive máximo, bastante acima de metade.
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O mesmo cosseno determina o comprimento do percurso. Para vencer um dado desnível com metade do declive, é preciso percorrer o dobro da distância horizontal, enquanto o declive se mantiver. É esta relação que explica as curvas em ziguezague das estradas de montanha.
Resposta
O declive máximo da encosta é 5 m por cada 100 m, com subida na direção de 53,1° e descida a 233,1°. Uma estrada com declive de 2,5 m por cada 100 m tem de fazer um ângulo de 60° com a direção de maior declive e percorrer o dobro da distância. A ferramenta responde à primeira parte: escolhe uma direção e ela dá-te o declive. A segunda parte coloca o problema inverso, o mesmo que surge ao projetar uma estrada, cumprir uma norma de acessibilidade para rampas ou classificar uma pista de esqui: dado o declive permitido, que direção é preciso seguir?
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A direção de declive nulo e até onde se mantém horizontal 6 passos
Em (1, 1), na superfície 1,5x² + 2y², o painel indica um declive de 0,000 na direção de 143,1°. Calcula como varia a altura do terreno se continuares a caminhar nessa direção e decide se podes segui-la para te manteres à mesma altura.
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Esta direção fica a um quarto de volta da direção de maior declive, de 53,1°. As duas parcelas do produto escalar são −2,4 e +2,4, pelo que o indicador de declive mostra 0,000.
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O declive nulo apenas nos informa sobre a primeira derivada. Calcula agora a segunda derivada na mesma direção. É a forma quadrática construída com as três derivadas parciais de segunda ordem, usando o mesmo cosseno e seno.
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Nesta superfície, f_xx é 3, f_yy é 4 e a derivada parcial mista é 0. A segunda derivada na direção de declive nulo é, portanto, 3,36. Como é positiva, o terreno encurva para cima.
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A altura ao longo dessa reta descreve, por isso, uma parábola cujo ponto mais baixo é aquele onde estás. Ao avançares meia unidade, o terreno sobe 0,42, de 3,5 para 3,92. O painel do corte mostra precisamente essa curva.
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Podemos usar este resultado para estudar a curva de nível. A curva que mantém a altura afasta-se da tangente com uma curvatura igual à segunda derivada dividida pela norma do gradiente: 0,672, o que corresponde a um raio de curvatura de 1,488.
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A fórmula habitual da curvatura de uma curva de nível dá o mesmo resultado apenas a partir das derivadas parciais, sem ser preciso indicar uma direção. Por ambos os métodos, o valor exato é 84/125.
Resposta
Não. Nessa direção, o declive só é nulo no instante inicial; depois, começas a subir. Ao percorreres meia unidade, ganhas 0,42 de altura, embora a primeira derivada previsse 0. As duas direções de declive nulo definem a tangente à curva de nível. Para manter a altura, tens de virar continuamente, com um raio de curvatura de 1,488 neste ponto. O painel dá-te a tangente; a curvatura indica até onde ela é uma boa aproximação.
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Percurso de aprendizagem