Lição
A teoria — A Evolução da Cooperação
A equação do replicador é o que transforma um torneio numa ecologia. Cada estratégia responde por uma fração da população. Sua aptidão é o que ela ganha por rodada contra a população que efetivamente encontra, ou seja, contra cada uma das outras estratégias ponderada por sua frequência. A geração seguinte multiplica cada fração pela própria aptidão dividida pela média populacional. Uma estratégia acima da média cresce, uma abaixo dela encolhe, e nada mais acontece — nenhuma estratégia jamais é inventada, escolhida ou ensinada.
O que significa cada símbolo
pᵢ- a fração da população que joga a estratégia i
fᵢ- o que essa estratégia ganha por rodada contra a população inteira
f̄- a média populacional, a referência pela qual toda estratégia é medida
- Pressupõe
- Uma população infinitamente grande e bem misturada: cada estratégia encontra todas as outras exatamente na proporção da sua fração, sem vizinhanças e sem sorte. É isso que faz das frações números contínuos em vez de contagens de indivíduos, e é também por isso que o bloco de análise 2 consegue acompanhar uma fração até 10⁻¹⁷⁶ sem que o modelo perceba que tal população não existe.
Problema resolvido na íntegra
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Quão pequeno pode ser o primeiro grupo? A ferramenta apresenta uma resposta: um grupo de reciprocadores precisa que 0,2494% das suas interações sejam com a sua própria espécie antes de se conseguir manter contra um mundo de desertores. Esse valor pertence a uma partida de 200 rodadas com os retornos de Axelrod. De onde vem, e o que lhe acontece quando a relação é mais curta?
Abrir este problema na ferramenta
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Num mundo de desertores incondicionais todos os encontros são de deserção mútua, por isso um residente ganha o retorno de punição P em cada rodada.
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Um único Olho por Olho coopera na primeira rodada e arrecada o retorno de tolo S, desertando depois nas restantes n − 1 rodadas. É roubado uma vez e dilui essa perda por toda a partida, por isso às 200 rodadas retém 199/200.
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Agora dê aos recém-chegados um grupo: uma fração q das suas interações são uns com os outros, pagando a recompensa R, e as restantes são com os residentes. O grupo sustém-se quando essa média supera o que os residentes ganham.
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Resolva para q. O n sob ambas as diferenças anula-se, deixando o custo de uma rodada explorada sobre o que n rodadas de cooperação mútua ganham sobre a deserção mútua, mais esse mesmo custo.
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A 5, 3, 1, 0 e 200 rodadas isso é 1/401, os 0,2494% que a ferramenta apresenta. O limiar cai como 1/n: a dez rodadas é 1/21, ou 4,76%.
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Um cooperador incondicional é explorado em cada rodada e não apenas na primeira, pelo que o seu retorno isolado é o próprio S e o n desaparece completamente do seu limiar. A uma rodada as duas estratégias são a mesma estratégia e os dois limiares coincidem num terço. Cada rodada após a primeira é um desconto que apenas o reciprocador arrecada.
Resposta
Um grupo de reciprocadores necessita que q ≥ (P − S)/(n(R − P) + (P − S)) das suas interações sejam internas, o que nos retornos de Axelrod é 1/(2n + 1) e a 200 rodadas é 1/401 = 0,2494%. Um grupo de cooperadores incondicionais necessita de (P − S)/(R − S) = 1/3, para qualquer n. Ambos os grupos estão a fazer o mesmo, combinando encontros com a sua própria espécie, e o reciprocador precisa de cento e trinta vezes menos disso, porque a única rodada em que pode ser roubado é a primeira.
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Percurso de aprendizagem
A melhor resposta e o que acontece quando ninguém a calcula
Referências (4)
- The cluster result this page's third block and worked problem are about: a lone reciprocator cannot enter a world of defectors, and a cluster of them can. Also the source for the 1981 date and for the two authors' names: R. Axelrod and W. D. Hamilton, "The Evolution of Cooperation." Science 211(4489), 1981, pp. 1390–1396.
- The second tournament, from which this population's eight strategies and the 200-round match are drawn, written up by the man who ran it: R. Axelrod, "More Effective Choice in the Prisoner's Dilemma." Journal of Conflict Resolution 24(3), 1980, pp. 379–403.
- "The ecological round" — the same strategies in changing proportions, with no new entrant — and the four maxims that came out of it: R. Axelrod, The Evolution of Cooperation. Basic Books, New York, 1984.
- The generation step on this page is the discrete replicator equation, and this is where it and the evolutionarily-stable-strategy connection were set out: P. D. Taylor and L. B. Jonker, "Evolutionary stable strategies and game dynamics." Mathematical Biosciences 40(1–2), 1978, pp. 145–156.