Lição
A teoria — O Dilema do Prisioneiro e o Torneio de Axelrod
Um jogo constitui um dilema do prisioneiro quando os seus quatro ganhos satisfazem duas desigualdades. A condição T > R > P > S faz da traição a melhor resposta a qualquer jogada. Como consequência, ambos os jogadores traem e ficam em pior situação do que se tivessem cooperado. Por sua vez, 2R > T + S torna a cooperação mútua mais vantajosa para a dupla do que a exploração alternada. É isto que dá verdadeiro interesse ao jogo repetido, impedindo que se reduza a uma mera corrida à alternância.
O que significa cada símbolo
T- a tentação: o que recebe ao trair um cooperador
R- a recompensa: o que ambos recebem ao cooperar
P- a punição: o que ambos recebem ao trair
S- o incauto: o que recebe ao cooperar com um traidor
Problema resolvido na íntegra
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Qual deve ser a duração da relação? A ferramenta joga um número fixo de rodadas, e nenhuma das suas oito estratégias atua de forma diferente à medida que o fim se aproxima. Um jogo repetido real termina em um momento impossível de prever, portanto a questão não é quantas rodadas há, mas qual a probabilidade de haver mais uma.
Abrir este problema na ferramenta
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Seja w a probabilidade de o encontro continuar após esta ronda. Contra Rancoroso, que pune uma traição para sempre, cooperar eternamente paga R a cada ronda, e essa série geométrica soma R sobre 1 menos w.
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Trair uma vez paga T nesta ronda e P em todas as seguintes, porque Rancoroso nunca cede.
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A cooperação sustenta-se quando o primeiro é pelo menos igual ao segundo. Multiplique tudo por 1 menos w e a série desaparece, deixando uma inequação em w.
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Com os pagamentos de Axelrod, isso é dois sobre quatro. O encontro precisa de uma probabilidade de pelo menos metade de continuar, o que corresponde a uma duração esperada de duas rondas.
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Agora o mesmo desvio contra Olho por Olho, que pune por uma ronda e depois perdoa: o desviante recebe T, depois S e a seguir R novamente para sempre. O limiar sobe para dois terços, uma duração esperada de três rondas.
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Aqui, o punidor mais tolerante precisa de uma relação mais longa, e o motivo está na linha acima: T − P é a maior diferença. Essa não é uma regra geral. Nos 250 dilemas de números inteiros que esses quatro parâmetros permitem, ela se mantém em 50 e se inverte em 130 — defina T como 4 e P como 2, e a Olho por Olho precisará apenas de um terço.
Resposta
Contra um punidor que nunca perdoa, a cooperação é estável assim que w atinge (T − R)/(T − P) = 1/2, uma expectativa de duas rondas. Contra um que perdoa após uma única ronda, são necessários (T − R)/(R − S) = 2/3, uma expectativa de três. O cruzamento da própria ferramenta é 4, e a diferença entre dois e quatro é o grupo: o limiar pergunta quando cooperar supera trair entre dois jogadores, enquanto a tabela pergunta quando a média de um cooperador contra oito adversários supera a de um traidor, e três desses oito traem primeiro. Duas rondas compram um par estável. Quatro compram uma liga.
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Percurso de aprendizagem
A melhor resposta e o que acontece quando ninguém a calcula
Referências (4)
- The tournament this tool reproduces, reported by the man who ran it — the source for the 1980 date, for the fourteen entries plus RANDOM, and for the nice/not-nice split: R. Axelrod, "Effective Choice in the Prisoner's Dilemma." Journal of Conflict Resolution 24(1), 1980, pp. 3–25.
- "Don't be envious", and the argument that a strategy losing every match can still win the tournament: R. Axelrod, The Evolution of Cooperation. Basic Books, New York, 1984.
- The 1950 RAND experiment the game came out of, written up by one of the two men who invented it. Albert Tucker gave it the prisoners and the name; this is the experiment: M. M. Flood, "Some Experimental Games." Management Science 5(1), 1958, pp. 5–26.
- Why the winner changes when moves come out wrong, and where the one-in-three forgiveness rate this tool gives Generous Tit for Tat comes from: P. Molander, "The Optimal Level of Generosity in a Selfish, Uncertain Environment." Journal of Conflict Resolution 29(4), 1985, pp. 611–618.